Virus Gripe A está nas nossas escolas, trabalhos e locais que costumamos frequentar. O desenvolvimento científico e tecnológico assegura que estamos mais bem preparados do que nunca para enfrentar uma pandemia devido à rápida troca de informação pela Internet, aos avançados métodos de diagnóstico e equipamentos médicos nas unidades dos cuidados intensivos, aos novos medicamentos e à capacidade de produzir novas vacinas. No entanto, e até ao inicio de 2010, as armas principais que impedirão o alastrar da pandemia são muito simples: agua e sabão. E uma regra básica de civismo: não espirrar para cima dos outros, tapando sempre a boca, quando tossimos ou espirramos.
Virus Gripe A
As pandemias são fenómenos naturais que resultam da evolução do virus da gripe (também conhecido como influenza) ao longo do tempo. A primeira pandemia de qual há registo foi a de 1580, que teve origem na Europa e alastrou depois até África e Ásia. Desde então houve várias pandemias, à medida de três por século, com intervalos de 10 a 60 anos. As três últimas ocorreram no século XX e são as mais bem documentadas. A primeira ficou conhecida como Gripe Espanhola, ou Pneumónica, ocorreu em 1918, e foi provocada pelo mesmo vírus que nos ameaça hoje H1N1 ou A (H1N1). É considerada a pandemia mais grave da história. Afectou metade da população mundial e dizimou entre 20 a 50 milhões de pessoas, principalmente com idades compreendidas entre 20 e 45 anos. Em Portugal, matou cerca de 150 mil pessoas entre as quais se contam o pintor Amadeo de Souza Cardoso e dois dos três videntes de Fátima, Francisco e Jacinta. Apesar de se chamar Gripe Espanhola, os primeiros casos observaram-se nos Estados Unidos, tendo depois chegado à Europa e ao resto do mundo.
O nome deve-se ao facto, de a Espanha por não ter entrado em guerra, ter relatado sem restrições os milhares de mortos civis pela doença. Em 1957, emergiu na China a Gripe Asiática, provocada pelo vírus Gripe (H2N2). Afectou 40 a 50 % da população mundial (houve regiões com 20% de incidência e outras com 80%) e segundo a Organização Mundial de Saúde ceifou cerca de 2 milhões de vidas. Por último, em 1968, surgiu a Gripe de Hong Kong causada pelo vírus A (H3N2). A epidemia teve origem na China, mas logo passou para Hong Kong onde em apenas duas semanas infectou 500 mil pessoas. A gripe matou perto de 1 milhão em todo o mundo. Para que haja uma pandemia são necessários três requisitos: surgir um novo subtipo de vírus influenza; esse vírus ter capacidade para provocar infecções graves em humanos, existir transmissão de pessoa-a-pessoa. No dia 11 de Junho de 2009, a OMS elevou o alerta face ao virus Gripe A para o nível máximo. Estava declarada a primeira pandemia do século XXI. O anúncio foi feito pela directora geral da OMS, Margaret Chan, que salientou ainda: “pandemia significa extensão geográfica do vírus. Um maior nível de alerta pandémico não significa necessariamente que teremos um vírus mais perigoso, ou que muita gente ficará gravemente doente”. Ou seja, a fase 6 de alerta não está relacionada com a gravidade da doença, mas sim com a sua distribuição geográfica. Naquela data, verificaram-se os critérios necessários à passagem à fase 6, como a ocorrência de surtos sustentados da nova doença em duas das seis regiões em que a OMS dividiu o mundo.
Em 11 de Junho, registava-se a transmissão do vírus da pandemia Gripe A em países como o México, Estados Unidos, Canada, que pertencem à região das Américas e na Austrália, que faz parte da região do Pacifico Sul. As restantes regiões são a África, Europa e Ásia do Sueste e Mediterrâneo Oriental. Actualmente todas as áreas estão afectadas e apresentam sintomas Gripe A. As fases de alerta pandémico são uma ferramenta que orienta os esforços de prevenção e combate face à ameaça representada pelo virus H1N1, ou virus da GripeA ..
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