Gripe A

Gripe A H1N1Gripe A H1N1: O virus da gripe H1N1 no século XXI.  Não há razões para alarme, mas é preciso estar alerta. Esta é talvez a frase mais repetida por governantes e peritos em saúde um pouco por todo o mundo, desde que em 17 de Abril os cientistas identificaram um novo vírus da gripe. Interessa perceber porque é que não há motivos para alarme e porque é que há fundamentos para preocupações ou, como dia a ministra da saúde, razoes para atenção redobrada. Há dois argumentos principais para afastar razoes de alarme. A Gripe A é relativamente benigna, pois cerca de 94 % dos doentes que apresentam sintomas gripe A, são tratados em casa com os habituais medicamentos para a gripe sazonal.

Gripe A H1N1

As medidas adoptadas pelas autoridades de saúde portuguesas e o comportamento da população têm sido relativamente eficazes, evitando assim que o vírus se propague na comunidade. Assim, ganha-se tempo até exista uma vacina. É certo que a vacina não chegará a tempo da primeira onda de infecções, esperada para Outubro. Mas o Plano de Contingência Nacional do Sector de Saúde para a Pandemia Gripe A já previa esta situação. Como seria de esperar, a gripe é razão para preocupações, principalmente por causa das características do novo vírus. Desde logo, por ser um virus gripe A novo, a maioria da população não possui qualquer imunidade, depois, o virus provoca uma taxa de mortalidade, superior à da gripe sazonal e prevê-se que infecte um número maior de pessoas. Finalmente, o comportamento do vírus é imprevisível e alguns cenários atormentam os especialistas. Por exemplo, ele pode recombinar-se com o vírus da gripe sazonal e adquirir resistência aos medicamentos anti-virais, podendo adquirir essa resistência de forma espontânea. Pode ainda recombinar-se com o vírus da gripe das aves e provocar uma mais elevada taxa de mortalidade. Com base nos conhecimentos disponíveis sobre o vírus, o director geral de saúde, estabeleceu um cenário em que 2.5 milhões de portugueses irão contrair o vírus da Gripe H1N1. Ainda que se considere a estimativa mais baixa para a taxa de mortalidade, que ronda os 0.15 % em vez de 0.4%, os motivos de preocupação são justificados. Além dos impactos directos na saúde dos portugueses, há ainda que ter em conta os efeitos sociais e económicos pois, no auge do surto, uma parte significativa da população faltará aos seus postos de trabalho. Por tudo isto, é preciso que estejam devidamente informados e precavidos contra a epidemia, que já poucos duvidam, está prestes a chegar. Cabe a cada pessoa, família ou empresa avaliar os riscos que corre e desenvolver o próprio plano de contingência. Estes conselhos pretendem ser mais um contributo para a informação, um instrumento de apoio ao combate  a todos os tipos de Gripe/Influenza, seja ela Sazonal, Das Aves, ou Suína.

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