Virus H1N1

virus A H1N1Virus H1N1 – Gripe A. Na fase 1 nenhum dos vírus H1N1 que circulam em espécies animais causa infecções em humanos. Na fase 2 confirma-se que um vírus que circula em animais domésticos ou selvagens já infectou seres humanos, sendo por isso considerado uma ameaça. Na fase 3 registam-se infecções esporádicas em humanos, causadas por um vírus novo com características animais, ou características animais e humanas. No entanto, trata-se de pequenos surtos, sem capacidade para manter uma transmissão sustentada na comunidade. O contágio pessoa-a-pessoa pode ocorrer, mas apenas em situações de grande proximidade entre os indivíduos. Esta era a situação que se verificava no inicio do ano quando as autoridades de saúde mundiais estavam particularmente atentas à evolução do famoso virus da gripe das aves o A H5N1.

Virus A H1N1

Era o virus da gripe A – H1N1, o principal candidato a causar a próxima pandemia. Na fase 4 ocorre a transmissão do vírus entre pessoas de uma ou mais comunidades. A passagem a este nível representa um aumento significativo do risco de pandemia. O país onde os surtos ocorrem deve contactar a OMS e definir rapidamente uma estratégia de contenção. A situação vivida no México fez com que, em 27 de Abril, o comité de emergência da OMS elevasse o alerta pandémico para a fase 4, por considerar que o surto já não podia ser contido. Entretanto a Gripe A chegava aos estados Unidos e, no mesmo dia em que a OMS declarava fase 4, o Canadá confirmava a presença dos seus primeiros seis casos. Estavam reunidas as condições para elevar o nível de alerta para 5, isto é, havia transmissão pessoa-a-pessoa do vírus em pelo menos dois países de uma região da OMS. Assim, e apenas em dois dias após a passagem à fase 4, a OMS decretou a fase 5. Este nível de alerta é forte indicador de que a pandemia está iminente. Todos os países, incluindo os ainda não afectados, devem acelerar a preparação de medidas para enfrentar um surto epidémico. Na fase 6 (a actual) a pandemia está instalada. Surgem vários surtos em que a transmissão se faz de pessoa para pessoa, o que ocorre em pelo menos mais de um país de uma outra região da OMS. O risco de transmissão do vírus estende-se a toda a população. Este sistema de alerta resulta da vigilância exercida pelos serviços de saúde humana e veterinária em todo o mundo, com a coordenação da OMS, e procura detectar o aparecimento de novas estirpes do vírus. A monitorização incide sobretudo nos vírus da gripe tipo A, já que apenas estes revelam potencial para desencadear pandemias.

Se é certo que o sistema não conseguiu parar a Gripe A a tempo, a verdade é que a detecção precoce destes vírus já deu frutos. A implementação de medidas de contenção impediu a expansão de surtos em Hong Kong, em 1997 e 1999, aquando do aparecimento do vírus A H5N1 e A H9N2, respectivamente e, na Holanda, em 2003, onde surgiu o  H7N7. E quem não se lembra das imagens do extermínio de milhares de aves, em 2003, devido à ameaça do vírus A H5N1? Desde então o vírus afectou um total de 436 pessoas. Destas, 262 morreram, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 60%. No entanto, o vírus revelou pouca capacidade para passar de pessoa em pessoa, já que a maioria dos contágios ocorreu devido ao contacto directo com os animais infectados, por parte dos tratadores e comerciantes de aves. A grande preocupação dos cientistas era a possibilidade de, uma pessoa infectada simultaneamente com o A H5N1 e com o vírus humano da gripe, ocorrer troca de genes entre os agentes patogénicos. Por isso, desde 2003 e ate inicio deste ano, o virus H1N1 foi, e com justificação é o inimigo publico numero um. Mas havia outros vírus potencialmente perigosos, como os que têm por hospedeiro o porco, e cuja vigilância terá sido negligenciada. Por exemplo, só em Junho deste ano, como dia o ditado, já depois de casa arrombada, é que o Departamento de Agricultura norte-americano anunciou que implementaria um projecto-piloto de vigilância de novas estirpes de gripe em suínos.

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